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Naturalismo no Brasil


tarsila-morro-favela
Morro da Favela (1945), da artista brasileira Tarsila do Amaral

Aluísio Azevedo (1857-1935)

Aluísio Azevedo nasceu em São Luís (MA) no ano de 1857 e faleceu em Buenos Aires (Argentina) em 1913.
   

O naturalismo iniciou no Brasil com a publicação do romance O Mulato, de Aluísio Azevedo, no ano de 1881. O autor, abolicionista, trata do preconceito racial e da corrupção do clero vividos na sociedade maranhense do fim do século XIX. Em seu romance, conta a história de Raimundo, um mulato, filho de um português com uma ex-escrava do pai, que estuda na Europa e regressa ao Brasil para rever sua família. Quando aqui chega, apaixona-se pela sua prima Ana Rosa, e tem seu amor correspondido. No entanto, o casal enfrenta diversos obstáculos da sociedade maranhense, que não admite ver a moça casada com um mulato. Entre eles, estão os pais de Ana Rosa e o Cônego Diogo (sendo que este fora o assassino do pai de Raimundo). Ao final, mesmo sendo amado por Ana Rosa, Raimundo acaba morto pelo Cônego. O livro recebeu inúmeras críticas de seus conterrâneos, mas conseguiu se consagrar no Rio de Janeiro (então capital do Brasil).

Além de O Mulato, Aluísio Azevedo também publicou diversos romances, dentre eles, O Cortiço (1890), sua obra-prima, que iria reforçar o lugar do autor no Naturalismo brasileiro. Neste romance, cujo principal “personagem” é um cortiço do Rio de Janeiro, o escritor delineia uma série de tipos sociais degradados, moradores do cortiço, precursor do que conhecemos hoje como favelas. Assim como em vários romances do realismo e do naturalismo, O Cortiço não possui um enredo único, mas uma série de histórias envolvendo seus principais tipos sociais: o português ganancioso, os escravos, a mulata, o operário, o malandro e os burgueses, transformando-os em estereótipos. No entanto, um dos personagens que mais tem peso no romance é João Romão, o português dono do cortiço e responsável, em parte, pela situação degradante de seus moradores.

No romance O Cortiço, Aluísio Azevedo trabalha com o determinismo: o cortiço é o meio responsável por determinar as ações dos personagens. Além disso, dentro daquela esfera de degradação, seus moradores lidam com características naturais dos humanos, como o instinto, o primitivismo e a promiscuidade. Assim, em muitos aspectos, seus personagens são “animalizados”, isto é, são comparados a animais por causa de seus comportamentos.

Ao final do romance, quando o cortiço pega fogo, João Romão constrói um novo cortiço, no entanto, não mais destinado às classes pobres da sociedade, mas sim, à nova classe média que começava a aparecer no Brasil.

O que é um estereótipo?
 
Fala-se em estereótipo quando alguém ou uma instituição tem uma visão reduzida ou generalizada de um grupo de pessoas e atribui determinadas características a elel. Dizer, por exemplo, que os alemães são pessoas frias e arrogantes e que o brasileiro é um povo acolhedor é criar estereótipos, pois se sabe que nem todos os alemães são pessoas frias e arrogantes, e que nem todos os brasileiros são acolhedores.

 

Outros Romances

A Carne (1888), de Júlio Ribeiro


Capa de uma edição antiga de A Carne. Os romances naturalistas eram frequentemente
considerados pornográficos e suas edições recebiam ilustrações ao gosto do público leitor.

O escritor, que ficou bastante conhecido por ter criado a bandeira do Estado de São Paulo, é autor do romance A Carne, dedicado ao escritor francês Émile Zola. Foi considerado obsceno pela sociedade da época por tratar de temas como o divórcio e o amor livre entre a protagonista, uma mulher solteira e um homem divorciado. O moralismo na recepção do livro deve-se a uma sociedade em que o papel da mulher era de submissão ao homem e à sua família.

A protagonista do romance Helena Matoso, a Lenita, é uma mulher inteligente, rica e independente que tem fortes desejos sexuais, e quer tê-los satisfeitos. Naquela época, a mulher era vista como um ser submisso à vontade do homem e praticamente assexuada. A protagonista, órfã de mãe, é criada pelo pai, responsável pela sua educação acima da média. Com a morte do pai, abalada, Lenita decide ir para o interior de São Paulo, na fazenda de um amigo da família. Lá, se apaixona por Manuel Barbosa, filho do dono da fazenda. Porém, Manuel era divorciado, condição que não era aceita pela sociedade. A paixão entre os dois aumenta cada vez mais e eles acabam se entregando “aos prazeres da carne”. No entanto, em função de um mal-entendido, Lenita rompe o romance com Manuel para se casar com outro homem, mesmo estando grávida de três meses. Manuel não suporta a dor e se suicida.

O Bom-Crioulo (1895), de Adolfo Caminha


À esquerda, capa da edição brasileira de Bom-Crioulo (ed. Ática). À direita,
capa da edição norte-americana, publicada pela editora Gay Sunshine.

 

O romance foi duramente criticado na época de seu lançamento, por tratar de homossexualidade e amor inter-racial. Bom-Crioulo conta a história de Amaro, um escravo fugitivo que é aceito como marinheiro na Marinha de Guerra. Lá, Amaro se destaca pelo físico imponente, e, por causa de sua personalidade, recebe o apelido de “bom-crioulo”. Ainda na Marinha, conhece o grumete Aleixo, um jovem muito branco e de olhos azuis, por quem Amaro se apaixona. A partir dessa paixão, Amaro passa a agir irracionalmente, a beber e a ter crises de ciúmes para defender seu amor.

Ao mesmo tempo, Aleixo se envolve com D. Carolina, dona da pensão onde os dois vivem em terra. A personagem redescobre no rapaz o amor carnal que há muito tempo havia perdido, além de tratá-lo praticamente como um filho, já que ela nunca tivera a possibilidade de gerar um. No entanto, como Amaro se entrega à bebida, em razão do descontrole perante os ciúmes de Aleixo, acaba sendo castigado diversas vezes e vem a ser preso em um hospital-prisão. Ao saber que seu grande amor o havia traído com D. Carolina, Amaro foge da prisão e o mata a navalhadas.


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