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Demais autores do romantismo:

Embora menos expressivos quando se trata do cânone literário brasileiro, os autores abaixo são importantes pois também contribuíram para a produção literária do período. São eles:

 

a) Bernardo Guimarães (1827 - 1884)

Seu livro mais conhecido é A escrava Isaura (1875), romance com pretensões abolicionistas que conta a história de Isaura, uma escrava branca, nobre e educada que é perseguida por Leôncio, seu senhor, um homem marcado pelos vícios sociais. A moça é salva pelo herói Álvaro, que a retira das garras do vilão.

Embora aborde a temática escravista, o romance mostra uma ideologia patriarcal, ao retratar uma escrava branca e que segue a educação dos moldes da elite. A questão dos escravos aparece de maneira superficial, não revelando a verdadeira condição dos negros que eram submetidos ao sistema social escravista.

Escreveu também outros romances, como O Seminarista (1872) e O Garimpeiro (1872).

 

b) Maria Firmina dos Reis (1825 - 1917)

Com relação à temática escravista, há outros romances na literatura brasileira que abordam a questão com uma visão mais acurada da realidade vivida pelos escravos, como é o caso do romance Úrsula (1859) de Maria Firmina dos Reis, considerado o primeiro romance abolicionista da literatura brasileira. Além disso, o romance é considerado o primeiro de autoria de uma afrodescendente e o primeiro romance de autoria feminina de nossa literatura.

No entanto, como as mulheres que se dedicavam à escrita eram vistas com preconceito pelos olhos dos escritores (pois as Letras no Brasil sempre foram um território predominantemente masculino), a autora se absteve de publicar Úrsula com seu nome verdadeiro e optou por usar o pseudônimo "Uma Maranhense".

Seu romance pode ser considerado inovador pois pela primeria vez utiliza a prosa para as denúncias de uma sociedade patriarcal sob o aspecto de suas principais vítimas: a mulher e o negro. Diferentemente dos escritores do romantismo, que denunciavam a mesquinhez das relações pessoais em uma sociedade burguesa (como é o caso de José de Alencar), Maria Firmina dos Reis denuncia o que estava por trás dessas relações, isto é, a dominação e a exploração das mulheres e dos negros pelo marido e pelo senhor.

Educadora preocupada com a literatura e com a educação, a autora também foi professora e, depois de aposentada, fundou a primeira escola mista do estado. É responsável por uma série de poemas e contos no periódico literário Semanário Maranhense e em outros jornais, além do livro de poesias Cantos à beira-mar (1871) e um diário, publicado somente em 1975 pelo historiador José Nascimento Moraes Filho.

 

Saiba mais:

pseudônimo -- nome fictício utilizado por um autor ou uma autora para velar sua verdadeira identidade. A prática era muito utilizada pelas mulheres que resolviam "se aventurar" no terreno das Letras, porém, sem expor o nome de seu marido e sua família pois a atividade da escrita pelas mulheres era vista com preconceito pelos homens.

 

c) Alfredo Taunay (1842 - 1899)

Autor do romance Inocência (1872), considerado um romance romântico regionalista, Visconde de Taunay empenhou-se em descrever o cenário sertanejo e a retratar a vida no campo. Inocência é uma moça que, por imposição do pai autoritário, deve se casar com Manecão, um sertanejo bruto e negociante de gado criado. A moça adoece e é salva por Cirino, estudante de farmácia, e os dois se apaixonam, convergindo em um final trágico.

 

d) Franklin Távora (1842 - 1888)

Autor também empenhado no retrato da realidade nordestina e do cangaceiro, evidenciando a vida com as secas no sertão. Acredita que o Norte ainda tem muito o que oferecer para a formação da literatura brasileira, tendo em vista que, diferentemente do Sul do país, ainda não foi totalmente invadido, e ainda possui muito o que ser explorado. O Cabeleira (1876), seu romance mais famoso, trata do cangaceiro José Gomes (o Cabeleira). A narrativa, embora com tons realistas e combativa, recai na estrutura melodramática dos romances românticos. O Cabeleira, ao reencontrar seu amor de infância, Luisinha, abandona sua vida de criminoso e dispõe-se a total regeneração pelo amor da amada. A moça, porém, morre de uma enfermidade e o cangaceiro acaba preso e enforcado na prisão.

 

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